Hidratação ou nutrição: o que o seu cabelo precisa
Há uma confusão muito comum no mundo da cuidado capilar: usar o termo "hidratação" para designar qualquer tratamento intensivo. Na realidade, hidratação, nutrição e reconstrução são processos distintos, com objetivos diferentes. Conhecer a diferença poupa tempo, dinheiro e evita agravar o estado do cabelo.
O que é a hidratação capilar
Hidratar significa repor água na fibra capilar. O cabelo saudável contém uma percentagem natural de humidade que o mantém flexível, macio e com brilho. Quando essa humidade diminui, os fios ficam secos ao toque, quebradiços e difíceis de pentear.
Os principais sinais de falta de hidratação são:
- Fios que parecem "estalar" ao dobrar
- Frizz persistente, mesmo em dias sem humidade
- Dificuldade em definir ou alisar os fios
- Aspeto opaco e sem vida
Os tratamentos hidratantes recorrem a ingredientes humectantes, como o ácido hialurónico, o aloe vera e os polissacáridos, que atraem e retêm a humidade dentro da fibra. São de textura mais leve e adequam-se especialmente a cabelos finos ou com ondas naturais.
O que é a nutrição capilar
Nutrir significa repor lípidos, isto é, óleos e gorduras naturais que revestem o exterior da fibra capilar. Esse revestimento, chamado cutícula, protege o interior do fio e é responsável pelo brilho e pela suavidade ao toque. Quando a cutícula está desgastada ou porosa, o cabelo perde os seus lípidos naturais com facilidade.
Os sinais de falta de nutrição incluem:
- Cabelo que absorve produtos rapidamente, mas sem resultado duradouro
- Fios com textura áspera mesmo depois de lavados
- Pontas ressecadas e com aspeto de palha
- Sensação de "sede" constante, como se os produtos não chegassem a fazer efeito
Os tratamentos nutritivos são ricos em óleos vegetais, ceramidas e manteigas. Têm textura mais densa e selam a cutícula, evitando a perda de humidade. O ideal é aplicá-los sobretudo no comprimento e nas pontas, evitando a raiz para não sobrecarregar.
Como perceber o que o seu cabelo precisa
Um teste simples ajuda a orientar a escolha: pegue num fio molhado e estique-o com suavidade. Se o fio estica bastante antes de romper, o problema é provavelmente a falta de proteína (ver abaixo). Se romper quase de imediato sem elasticidade, o mais provável é falta de hidratação. Se o fio parece seco e áspero mesmo molhado, a nutrição costuma ser a prioridade.
Outro indicador é a porosidade. Cabelo com alta porosidade, comum após descoloração ou químicas repetidas, absorve água depressa mas perde-a com a mesma rapidez. Nestes casos, convém combinar hidratação com nutrição: primeiro hidratar, depois selar com um óleo ou creme nutritivo.
E a reconstrução, quando entra?
A reconstrução é o terceiro pilar do cuidado capilar e visa repor a queratina e outras proteínas que formam a estrutura interna do fio. O cabelo reconstrutor é frequentemente necessário após processos químicos agressivos, como descoloração, permanente ou alisamento.
Os sinais mais claros de necessidade de reconstrução são fios que parecem elásticos em excesso quando molhados, que se esticam muito antes de partir, ou que ficaram "borrachudos" e sem forma após um tratamento. Atenção: o excesso de proteína também é prejudicial e pode tornar o cabelo rígido e quebradiço. Por isso, a reconstrução convém ser feita com orientação profissional e não como rotina semanal.
Na prática, muitos cabelos beneficiam de uma alternância entre os três tipos de tratamento, consoante a estação do ano, a frequência de coloração e os hábitos diários de styling.
No Atelier Sandra Leal, os tratamentos COTRIL permitem personalizar cada protocolo consoante o diagnóstico do fio. Se tiver dúvidas sobre o que o seu cabelo realmente precisa, marque uma consulta e cuide dele com conhecimento.
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